Posts Tagged ‘Vinhos Chilenos’
Nos últimos 15 anos existe uma preocupação cada vez maior no Chile em se avaliar qual o melhor lugar, ou terroir, para a plantação das diversas cepas. Para exemplificar o Vale do Maipo, um dos mais antigos do Chile, tem consistencia a plantação da Cabernet Sauvignon e também a tradição de produzir vinhos Premium de características privilegiadas e excepcionais como o Don Melchor da Concha y Toro. No entanto, vários outros vales estão se desenvolvendo e produzindo vinhos surpreendentes. Com a finalidade de orientar o comprador ou o aficcionado, abaixo citaremos o que de melhor pode se esperar de cada um dos vales, sempre tendo em conta que habitualmente seremos surpreendidos por vinhos inusitados de locais não tão tradicionais no cultivo de uma determinada cepa.
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Vale - Cepa
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Elqui - Sauvingnon Blanc
Limari - Chardonnay
Aconcágua - Cabernet Sauvignon, Carmenére
CasaBlanca - Pinot Noir, Chardonnay, Sauvignon Blanc
Leyda – Pinot Noir, Sauvignon Blanc
Maipo - Premium, Cabernet Sauvignon, Carmenére, Merlot e Assamblage.
Cachapoal – Carmenére, Merlot, Syrah
Colchágua – Premium Merlot, Syrah e e Assamblage
Curicó – Assamblage
Maule - Assamblage
Não esqueçam, esta é uma orientação mas não uma regra.
Milton Artur Ruiz
A associação brasileira dos sommeliers em evento no próximo dia 9 recebem a nova importação da Costazzurra: os vinhos San Jose de Apalta.
Apalta faz parte do Vale do Colchagua, sub-região do Vale de Rapel, a cerca de 160km a sudoeste de Santiago. Esta região do Chile é propícia ao cultivo de quaisquer tipos de uvas, pois o clima é bem diversificado. Foi nos anos 70 que surgiu na região de Apalta, a vinícola San José, de modo bem peculiar e familiar. A partir de 1994, os proprietários da vinícola de San José decidiram investir em tecnologia avançada para elaborar vinhos finos e entrar no mercado de exportações.
Os vinhos chilenos possuem como características aroma frutado e cor atraente, acentuados de acordo com a tipicidade de cada variedade. Já estão no Brasil os rótulos importados pela Costazzurra: 03 Varietais (Cabernet, Carménère e Chardonnay); 02 Reservas (Cabernet e Carménère), 01 Gran Reserva (Corte Cabernet e Carménère) e 01 Ícone chamado Friends Collection (Corte Cabernet, Carménère e Shiraz).
Os vinhos de San José de Apalta já receberam importantes premiações, onde se destacam o CataD`Or Hyatt Chile realizado em 2008, em que o Cabernet Sauvignon Reserva, safra 2007, recebeu medalha de prata. No concurso Mundial de Bruxelas, em 2008, o Carménère Reserva, safra 2007, levou a medalha de prata. Neste mesmo ano o Carménère Varietal, reserva 2007, foi congratulado com a medalha de prata e o Carménère Reserva, safra 2007, com a medalha de ouro no Concurso Carménère al Mundo.
Os vinhos chilenos mais populares são feitos para consumo imediato e mesmo os melhores não necessitam tanto tempo para estar prontos. Há exceções, mas considero arriscado guardar um bom vinho do Chile, mais do que sete ou oito anos. O risco e grande e não há tanto a ganhar.
A Tarapacá faz parte de um grande conglomerado com produtos de vários níveis. Ela é do Valle de Maipo, mas este produto é do Valle Central, indicando que pode ter sido feito com uvas das principais zonas vinícolas do Chile.
Este vinho, SAFRA 2007, é particularmente atraente pelo preço (hoje encontrado na Épice –São Paulo - 2910-4662 – R$ 14,92). Um tinto decente que se deixa beber com facilidade a um preço realmente atraente. Deve melhorar com um tempo na garrafa. Ainda está muito tânico e ressecante, o que não se percebe quando é consumido com comida.
Cor violácea de vinho bem novo. Aroma agradável e bem típico dos vinho chilenos tradicionais, evocando aspectos vegetais como os de eucalipto e menta. Primeira impressão na boca muito gostosa, intensa. Depois ficou um pouco rústico meio ressecante. Pouco concentrado e curto. Melhorou com o tem no copo. Álcool bem equilibrado 13%.
