Posts Tagged ‘Vinho Tinto’

Quando chega a época do Natal, principalmente aqui no Brasil, encontramos um clima quente, e que rejeitariam vinhos tintos, e principalmente os mais encorpados.
Neste final de semana foi a vez de degustar dois exemplares com características de origem distintas: de um lado, um Artero Tempranillo de 2007 da Região espanhola de Castilla La Mancha, e na outra ponta um Viu Manent Carmenere do Valle de Conchagua no Chile.
Muito embora os dois falem praticamente o mesmo idioma, (salvos os regionalismos) a diferença entre eles é bem clara. Os vinhos espanhóis vem de terras bem mais velhas e cansadas, diferentes da américa do sul, o que certamente influencia no tipo da uva colhida, e consequentemente no processo de produção e engarrafamento dos vinhos.
Difícil dizer se um é melhor que o outro, já que suas características são diferentes, mas vamos a elas:
O Viu Manent passa por 11 meses de envelhecimento em barris de carvalho franceses. Bastante aromático, traz notas que remetem a frutas vermelhas como amoras e cerejas, especiarias e café, e pimenta preta. Taninos bem balanceados, é ideal para carnes vermelhas, risotos e massa ao pesto e um custo benefício bastante interessante que gira na casa dos R$ 35,00.
Votando agora ao velho continente, vamos falar um pouco do Tempranillho Artero da safra de 2007.
Aqui temos outro foco. Um vinho mais maduro, espanhol, da Viñedos Y Bodegas Muñoz, que conquistou a medalha de prata no Festival Neo Zelandês International Wine Show.
Este tempranillo traz toques de baunilha e couro, além de frutas vermelhas no aroma como a ameixa, a amora e tem coloração mais rubi. um pouco mais barato, pode ser encontrado por cerca de R$ 25,00. É uma excelente pedida para acompanhar uma mesa de queijos como entrada.
Ainda darei mais algumas dicas até o Natal para você que pretende fazer aquele almoço ou jantar com sua família, amigos e quem mais vier!
Saúde!
Vinho da Comunidade de Luján de Cuyo, próximo a Mendoza, é elaborado com 100% de uvas Malbec, moderno e encorpado, com aromas clássicos de ameixa e cereja madura, e taninos muito suaves.
O La Linda Malbec tem cor vermelho-rubi intenso. Aromas das cerejas e especiarias. Leva para o paladar taninos equilibrados, resultado do envelhecimento entre 3/4 meses em carvalho francês.
Possui boa estrutura e elegância e um excelente custo benefício, podendo ser encontrado por volta de R$ 35,00.
É um excelente pedida para o almoço de natal….já pensou nos vinhos que vai servir? Aqui vocí já tem uma excelente sugestão!
Saúde!
Neste final de semana, degustamos mais um vinho chileno de muito respeito: Espiritu de Chile.
De grande complexidade e bastante frutado, tem suaves aromas que remetem a baunilha, chocolate, cerejas e canela.
De safra 2006, tem teor alcoólico na casa de 14,5º, para ser apreciado por volta de 16º, este Gran Reserva cumpre bem o quanto vale.
Com tons rubis tem um custo benefício bastante razoável, na casa dos R$ 35,00. Uma boa pedida para uma lembrança neste natal.

Jean Pierre Moueix - Bordeaux
Mais do que simplesmente apreciar um bom vinho francês, estar com amigos complementa a harmonia. Foi assim que com amigos degustamos o Jean Pierre Moueix de safra 2005.
Para quem está começando a se aventurar pelos aromas e paladares do vinho, o Bordeaux dessa safra é um vinho bem estruturado, de médio corpo com tonalidades rubi, além de ser um exmplar elegante e marcante. Passa por barricas de carvalho, e para a safra que experimentamos, o decanter faz uma boa diferença, e ao final se apresenta bastante equilibrado com taninos que ficam mais suaves com o amadurecimento.
É um vinho excelente para acompanhar carnes e que beira a casa dos R$ 60,00.
Saúde!
Sempre fui um apreciador de vinhos da américa do sul, bem estruturados e procuro avaliar cada taça sem preconceitos quanto a origem de cada vinho, pois cada um deles possui uma história.

Finca La Linda Cabernet Sauvignon
É um vinho com uma excelente custo benefício, na casa dos R$ 35,00. Bom para acompanhar queijos fortes, carnes vermelhas e comidas bem temperadas.
Saúde!
Na última semana resolvi me aventurar pelo mundo dos vinhos sul-africanos e tive uma grata surpresa. A Two Oceans trouxe um Pinotage, que certamente vai mudar seu conceito.
Como costumo sempre passear pelos supermercados da vida garimpando alguns exemplares para o dia-a-dia, me deparei com esse Pinotage de 2008, e, para o meu paladar certamente caiu como uma luva.
Não há muito segredo quando se fala em Pinotage. Existem aqueles que amam e aqueles que querem distância dele. Com 13,5% de tor alcoólico O Two Oceans fica um pouco melhor após repousar em decanter, o que o deixa um pouco mais aveludado.
Quando na taça você verá as “lágrimas” constantes, e o aroma defumado é algo que me chamou a atenção, além dos aromas frutados que traz.
É um vinho que pode ser encontrado por volta de R$ 23,00, que recomendo.
Saúde!

Santa Carolina Reservado - Reserva 2006
Para um dia do trabalho bem tranquilo, uma boa pedida foi um exemplar dessa vinícola. Um vinho jovem, para ser consumido entre 18 e 20º veio bem a calhar para esse início de outono.
Do Valle Central, este é um vinho jovem, de safra 2006 de coloração arroxeada, com taninos suaves para se degustar com um bom bate-papo, e queijos não potentes. Uma boa pedida para acompanhar são os queijos boursain com ciabatas.
É um vinho facilmente encontrado, nas grandes distribuidoras, e tem um custo benefício bem adequado ao bolso e ao paladar. Uma boa pedida!
Saúde!
Você, apreciador de vinhos, já se perguntou quantas variedades de vinhos já passaram por seu paladar?
Certamente se avaliarmos terroirs, regiões, condições climáticas, veremos que essa infinidade de combinações permitiu ao homem apurar cada uma das uvas, mesmo nas condições mais adversas.
Dentre as principais cepas tintas, sem dúvida a uva Cabernet Sauvignon é aquela que mais gera vinhos de qualidade. Originária de Bordeaux. Nos vinhos tintos mais clássicos, costuma ser combinado com cepas como Merlot e Cabernet Franc. Na Califórnia foi uma das cepas que melhor se adaptou. or serem vinhos bem estruturados tem tons fortes, e sabores que remetem ao cassis, a menta, e a pimenta verde. 
Espalhados pelo mundo, e graças a variedade de terroirs, tem sabores mais suaves na região de Bordeaux e na Bulgária. Os sabores mais apurados ficam na Austrália e na Califórnia.
Algumas dicas de vinhos com esta cepa: o brasileiro Vinho Rio Sol, Reservado da Concha y Toro, da Califórnia o Stone Cellars 2006, o argentino Norton de 2005
Saúde!
Impossível não ser um apreciador de vinhos. Fui praticamente criado com mamadeira de vinho, tanto pelo lado espanhol como pelo lado italiano de minha família.
Meus avôs, sempre aos finais de semana separavam, um copo para os netos, onde tomavamos vinho diluido em água ou em soda limonada. Saudades daqueles tempos.
O que mais me lembro é que tanto meu avô do lado de meu pai, bem como meu avô do lado italiano, faleceram com mais de 93 anos, ambos, com o coração impecável e pressão 12 por 8 apesar da avançada idade.
Tenho certeza que você que está lendo este post deve conhecer casos semelhantes. E onde que as coisas se parecem iguais? VINHO! SAÚDE!
Foi assim que ontem, passeando por um supermercado encontrei um livro que recomendo, A DIETA DO VINHO, escrito pelo professor Roger Corder, que pesquisou durante anos, como o Vinho e uma dieta adequada podem melhorar sua saúde.
Polifenóis, tanino e outros componentes, importantes para o organismo são amplamente explorados e, claro, prometo sempre que possível, postar aqui algumas dicas, de onde encontrar os vinhos lá citados ou mesmo as dicas, que logicamente citarei esta e outras fontes.
Quanto as dicas referentes a dieta alimentar você pode encontrar em meu outro blog – Cozinhando na Web. Será um prazer receber sua visita. Agora mais do que uma boa desculpa para apreciar seu vinho, você tem um excelente argumento: Comida e vinho sempre andam juntos e fazem bem a saúde, não?
Saúde!
O básico da gigante San Pedro, o segundo maior conglomerado vinícola do Chile que tem sede em Curicó, mas faz vinho em muitos lugares do Pais. Vinho de denominação bastante genérica: Vale Central, que permite a utilização de uva dos Valles de Maipo, Rapel, Curicó e Maule.
Um tinto ainda muito jovem que deve ganhar com um pouco mais de tempo na garrafa, mas já dá prazer. Aroma agradável, bastante típico. Os toques vegetais comuns nos cabernets chilenos, algo mais floral, talvez lembrando violeta. Um aroma acima da média, na boca rodando agradável e fácil de beber. Macio, com taninos nada agressivos. Nada muito concentrado e com final nada agressivos. 13,5% álcool muito bem comportado. (La Pastina – 3383-7400 – R$ 19,50)
