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Neste final de semana, resolvemos fazer um bom almoço harmonizado por vinhos brancos e tintos e confesso que a surpresa foi a melhor possível.
Como entrada para o almoço, ervilha torta cozida no vapor de chimi churri, e shimeji refogado no shoyu e um toque de molho de ostras.
Iniciamos pelo Cuma Torrontés Orgânico, que levemente frutado remtendo a peras maduras e levemente cítrico abriu o apetite para o banquete. Não poderia ter sido melhor pelo clima e pelo paladar.
Como o prato principal foi uma ripa de costelinhas suinas ao molho de barbecue, nada melhor que um tinto pouco mais encorpado para harmonizar o paladar.
Para este, da casa Concha Y Toro, o Travessia num corte de Cabernet Sauvignon e Merlot. Acidez bastante equilibrada, custo benefício bastante razoável, e levemente encorpado.
Recomendo essa combinação para você que pretende fazer uma grande refeição entre amigos, já que esta carne deixou os pratos mais fantásticos!
O Cuma – Torrontés pode ser encontrado no mercado por cerca de R$ 30,00 e o Travessia da casa Concha y Toro na casa de R$ 18,00.
Valeu a pena a combinação. Apesar de não se configurar como um dos melhores exemplares que já degustei, confesso que este chileno não deixou muito a desejar. O corte Cabernet Sauvignon / Merlot foi bem elaborado
A única recomendação que faço é deixá-lo no Decanter por uns 20 minutos e saúde!
Bons achados, boas surpresas para os amantes do Carmenère.
O De Martino Alto de Piedra 2006 é um bom motivo para degustá-lo, além de bom custo-benefício e 100% de uvas Carmenére. Do Valle do Maipo, este vinho é uma excelente pedida para acompanhar carnes e pratos temperados, além de cordeiro e carnes de sabores intensos.
Após descanso de 15 meses em carvalho, traz coloração de um vermelho marcante com tonalidades purpura. Com aromas que remetem a amora, cereja e morango, entre outras frutas vermelhas, além de aromas de chocolate, é um vinho bastante complexo. Por se tratar de um vinho de 2006, recomendo passá-lo pelo decanter para melhor aproveitar de suas propriedades.
Se você dificilmente usa um decanter, aqui está uma excelente oportunidade para iniciar
No guia de vinhos de 2008 do Chile, ele ganhou 93 pontos em sua avaliação.
Saúde!

Quando chega a época do Natal, principalmente aqui no Brasil, encontramos um clima quente, e que rejeitariam vinhos tintos, e principalmente os mais encorpados.
Neste final de semana foi a vez de degustar dois exemplares com características de origem distintas: de um lado, um Artero Tempranillo de 2007 da Região espanhola de Castilla La Mancha, e na outra ponta um Viu Manent Carmenere do Valle de Conchagua no Chile.
Muito embora os dois falem praticamente o mesmo idioma, (salvos os regionalismos) a diferença entre eles é bem clara. Os vinhos espanhóis vem de terras bem mais velhas e cansadas, diferentes da américa do sul, o que certamente influencia no tipo da uva colhida, e consequentemente no processo de produção e engarrafamento dos vinhos.
Difícil dizer se um é melhor que o outro, já que suas características são diferentes, mas vamos a elas:
O Viu Manent passa por 11 meses de envelhecimento em barris de carvalho franceses. Bastante aromático, traz notas que remetem a frutas vermelhas como amoras e cerejas, especiarias e café, e pimenta preta. Taninos bem balanceados, é ideal para carnes vermelhas, risotos e massa ao pesto e um custo benefício bastante interessante que gira na casa dos R$ 35,00.
Votando agora ao velho continente, vamos falar um pouco do Tempranillho Artero da safra de 2007.
Aqui temos outro foco. Um vinho mais maduro, espanhol, da Viñedos Y Bodegas Muñoz, que conquistou a medalha de prata no Festival Neo Zelandês International Wine Show.
Este tempranillo traz toques de baunilha e couro, além de frutas vermelhas no aroma como a ameixa, a amora e tem coloração mais rubi. um pouco mais barato, pode ser encontrado por cerca de R$ 25,00. É uma excelente pedida para acompanhar uma mesa de queijos como entrada.
Ainda darei mais algumas dicas até o Natal para você que pretende fazer aquele almoço ou jantar com sua família, amigos e quem mais vier!
Saúde!
Neste final de semana tive a oportunidade de experimentar dois exemplares que o Wal-Mart e o Sam´s Club trouxeram ao Brasil. Obviamente não falo aqui de um Malbec e de um Cabernet Sauvignon nas cifras de 40/60/100 reais, mas de algo em torno de 15 reais que serve razoavelmente a sua mesa com boa qualidade e boa opção custo benefício entre vinhos chilenos.
Os vinhos Panul chegaram pelo Sul do país, no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina. Só em 2007, mais de 300 mil garrafas foram comercializadas na região. Com a linha disponível em todo o país, o Wal-Mart Brasil já estima comercializar 600 mil unidades em 2009, dobrando o número registrado no ano passado. Com cinco varietais tintos e dois brancos, a rede oferece os produtos por menos de R$ 10,00. Já as opções Reserve ficam na casa dos R$ 15,00.
O Panul Malbec tem corpo médio e é um tinto bem leve para acompanhar queijos leves, com aromas de ameixas maduras e notas de chocolate pouco amargo. Já o Cabernet Sauvignon é um pouco mais forte e encorpado mas que acompanha um bom queijo parmesão com propriedade.
Vale a pena conferir.
Um tinto do Valle de Del Rapel para quem gosta de vinhos bem potentes e alcoólicos. Este vinho é elaborado pela Vinícola Lapostolle que tem muito prestígio naquele paia. Este não está entre os mais representativos dessa importante vinícola.
O site da empresa diz que foi envelhecido em recipiente de carvalho, que não percebemos. O vinho já tem alguns anos e o aroma está um pouco tímido, pouco intenso. O Álcool começa a se manifestar no nariz, picando as mucosas. Por traz do álcool, as característica dos vinhos de massa elaborados com a Cabernet Sauvignon.
Evocações vegetais com habituais toques de eucalipto e algo mineral. N boca começa bem, com boa concentração de sabor, mas depois vai sendo dominado pelo álcool (14,5%) que é o que se destaca mesmo. Acidez um pouco agressiva. Um tinto curto que desapareceu rapidamente da boca. (Frei Caneca – 3472-2082 – R$ 19,50)
O básico da gigante San Pedro, o segundo maior conglomerado vinícola do Chile que tem sede em Curicó, mas faz vinho em muitos lugares do Pais. Vinho de denominação bastante genérica: Vale Central, que permite a utilização de uva dos Valles de Maipo, Rapel, Curicó e Maule.
Um tinto ainda muito jovem que deve ganhar com um pouco mais de tempo na garrafa, mas já dá prazer. Aroma agradável, bastante típico. Os toques vegetais comuns nos cabernets chilenos, algo mais floral, talvez lembrando violeta. Um aroma acima da média, na boca rodando agradável e fácil de beber. Macio, com taninos nada agressivos. Nada muito concentrado e com final nada agressivos. 13,5% álcool muito bem comportado. (La Pastina – 3383-7400 – R$ 19,50)

