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Em passagem pela cidade de Genova, visitando a casa de Colombo, será verdade?, ao se perder pela cidade velha e se a sua opção para matar a fome for um pescado ou frutos do mar opte por um vinho local. Sempre.
Na Ligúria é o Vermentino. Parafraseando Peter Wolffenbutel, dono de um senhor blog me aproprio de frases inteiras e entremeio alguns comentários. É plágio mesmo. Vamos a elas:
“Da mesma turma das outras brancas de casca avermelhada como a Gewüstrazminer e a Pinot Gris (Grigio), esta uva é colhida precocemente para garantir bons índices de acidez. A Vermentino é tida como prima das Malvasias, portanto tem ancestrais na Grécia. No nariz vai-se do floral ao cítrico na cor, a característica âmbar, algo dourado. Na boca um vinho denso e levemente ácido”.
E continuando me translado e estou me sentindo em Portofino, observando seus barcos interoceanicos estacionados e os milhares de turistas sequiosos por degustarem os vinhos e os produtos da região.
“Trata-se de um vinho espetacular, cor amarelo com tonalidades verde-oliva. Na boca pura elegância, levemente encorpado, acidez média alta, final de gole muito prolongado. Um vinho aromático, agradável e diferente. Para quem está cansado da ditadura da Chardonnay, experimente”.
Perfeito, quero voltar, eu não teria condições de ser tão preciso. Obrigado Peter.
Informações mais abalizadas em www.alemdovinho.wordpress.com
Milton Artur Ruiz
Se você é um apreciador de um jantar bem harmonizado com um espumante de entrada, um branco ou ou tinto para acompanhar, não deve deixar pra lá o encerramento com um Gran Finale; o Late Harvest.
Para acompanhar sobremesas de sabores marcantes uma excelente pedida é um vinho conhecido como aquele que tem colheita tardia – ou seja – aquele em que a uva utilizada é colhida muito depois de sua maturação, o que intensifica os açúcares e lhe dá um toque muito especial.
Por ser um vinho que deve ser tomado moderadamente, apesar de sua baixa graduação alcóolica, este é um vinho apenas para acompanhar sobremesa.
Quanto as cores, posso com prazer exemplificar aquele que recebi amigos para jantar: Amarelo-ouro brilhante, aromas florais, damascos maduros. Acidez que compensa bem seu alto teor de açúcar residual e mostra grande elegância.
Com toda a certeza essa é a descrição que melhor descreve esse Late Harvest ou Cosecha tardia ou ainda colheita tardia de uma uva Chardonnay, que confesso ter me surpreendido neste final de semana de ano novo.
Este um vinho que pode ser encontrado no Pão de Açucar em garrafas de 750ml por cerca de R$ 35,00
Vale a pena neste calor começar por uma boa degustação.
Saúde!!!
Se você ainda não se aventurou pelo mundo dos vinhos brancos, aqui está um bom momento: o calor inesperado desta primavera.
Como dica, sugiro um torrontés argentino que tem presença marcante neste universo: Álamos safra 2007.
Com um excelente bouquet, e uma acidez marcante, é um vinho bastante equilibrado, e com uma característica interessante: não possui uma graduação alcoólica alta como outros exemplares desta mesma uva.
Por se tratar de um vinho aromático, é um vinho bastante adequado para acompanhar frutos do mar, aperitivos, carnes brancas delicadas e queijos suaves.
Deve ser servido numa temperatura mais baixa, por volta dos 7 ou 8º, diferente dos vinhos tintos de mesma origem.
Uma garrafa de 750ml sai por volta de R$ 30,00. Confira mais esse, e saúde!
Pode soar estranho, mas dado o grande número de uvas e suas combinações, mesmo os apreciadores mais experientes se perdem em meio às combinações entre uvas para a fabricação de vinhos.
Cada uva tem uma característica, região de origem, uma a tecnologia agrícola. Você certamente beberá um vinho Carmènere chileno, sem imaginar que esta uva é d origem francesa e que estava desaparecida há muito tempo. Foi encontrada no Chile que hoje é um dos grandes produtores dos vinhos elaborados com essa uva.
Mas que tal falarmos sobre as principais e mais conhecidas uvas que elaboram vinhos brancos? Você já deve ter ouvido falar em Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc, ou Chardonnay… Pois bem. vamos passear :
Chardonnay:
A uva Chardonnay, é originária da Borgonha francesa, e sem dúvida é uma das mais conhecidas entre as uvas que elaboram os vinhos brancos. Os vinhos elaborados com uvas Chardonnay são vinhos brancos frescos, e ainda são utilizadas para a fabricação de champagnes e espumantes, misturadas com uvas do tipo Pinot Noir, e ainda com fermentação em barris de carvalho mais novos. Remetem a memória olfativa a aromas como dos abacaxis, maçãs, e até banana quando mais maduro. Ainda podem ter aroma de baunilha e amêndoas. Por isso seu sabor é levemente adocicado e muito apreciado entre os brancos.
Quanto ao envelhecimento, não são vinhos de grande longevidade, mas são capazes de se tornarem “senhores” respeitáveis como os vinhos brancos aaustralianos ou americanos.
Sauvignon Blanc
Basicamente esta videira é originária do sudoeste francês, com grandes vinhos vindos da Oceania, mais especificamente na Nova Zelândia. Esta uva produz vinhos que remetem perfumes verdes e que lembram ervas e aquilo que nos lembra natureza do campo.
Alguns vinhos da África do Sul como o Porcupine Ridge Sauvignon Blanc, do Chile, Tarapacá Late Harvest – 2006 e, claro, da Nova Zelândia o Woodthorpe Sauvignon Blanc tem apontado grandes exemplares.
Perfumados, suaves e balanceados. Teríamos aqui um novo mundo muito especial queQuando falamos em vinhos brancos é importante levar-se em consideração que estes não são os mais adequados para passarem por um processo de envelhecimento.
Entre 8 meses a dois anos no máximo você poderá apreciá-lo, lembrando que o termômetro real para se avaliar a idade do vinho é sua coloração, que, quano jovem se inicia em tons amarelo-esverdeados, e a medida que vão ganhando idade chegam a tons dourados.
Normalmente possuem perfumes frutais, tons cítricos, e são balanceados em sua acidez e o álcool que carregam.
Os vinhos brancos são divididos em brancos aromáticos, produzidos com uvas torrontés e Sauvignon Blanc, os ligeiramente secos, elaborados com Sauvignon Blanc, Chardonnay fresco, secos com corpo como Chardonnay, Sauvignon Blanc ou Viognier, sendo fermentados em barris, e na última divisão os vinhos brancos doces:
Os Brancos normalmente acompanham peixes desde os mais suaves até os defumados e molhos fortes, e finalmente os brancos doces são aqueles adequados para acompanhar sobremesas.
Algumas dicas para vinhos brancos Riesling Kabinett Zeltinger, é um vinho alemão, de paladar leve e aromas que remetem a maçãs, pessegos. Sai por volta de R$ 80,00. É uma boa dica para o dia dos namorados num tom mais elegante.
Saúde!
