Archive for the ‘Cabernet Sauvignon’ Category

Um tinto do Valle de Del Rapel para quem gosta de vinhos bem potentes e alcoólicos. Este vinho é elaborado pela Vinícola Lapostolle que tem muito prestígio naquele paia. Este não está entre os mais representativos dessa importante vinícola.

O site da empresa diz que foi envelhecido em recipiente de carvalho, que não percebemos. O vinho já tem alguns anos e o aroma está um pouco tímido, pouco intenso. O Álcool começa a se manifestar no nariz, picando as mucosas. Por traz do álcool, as característica dos vinhos de massa elaborados com a Cabernet  Sauvignon.

Evocações vegetais com  habituais toques de eucalipto e algo mineral. N boca começa bem, com boa concentração de sabor, mas depois vai sendo dominado pelo álcool  (14,5%) que é o que se destaca mesmo. Acidez um pouco agressiva. Um tinto curto que desapareceu rapidamente da boca. (Frei Caneca – 3472-2082 – R$ 19,50)

O básico da gigante San Pedro, o segundo maior conglomerado vinícola do  Chile que tem sede em Curicó, mas faz vinho em muitos lugares do Pais. Vinho de denominação bastante genérica: Vale Central, que permite a utilização de uva dos Valles de Maipo, Rapel, Curicó e Maule.

Um tinto ainda muito jovem que deve ganhar com um pouco mais de tempo na garrafa, mas já dá prazer. Aroma agradável, bastante típico. Os toques vegetais comuns nos cabernets chilenos, algo mais floral, talvez lembrando violeta. Um aroma acima da média, na boca rodando agradável e fácil de beber. Macio, com taninos nada agressivos. Nada muito concentrado e com final nada agressivos. 13,5% álcool muito bem comportado. (La Pastina – 3383-7400 – R$ 19,50)

Se for para beber um vinho no futuro, sim, vale a pena investir nos vinhos que melhorem com o tempo, como os vinhos crianza. Mas  nem todos envelhecem bem.

Alguns perdem a fruta e não ganham nada. Outros ganham a fruta e não perdem  nada.

Outros permanecem com a fruta e ganham os aromas terciários que desenvolvem na garrafa. Como saber?

Há alguma regras genéricas. Os bons Bordeaux amadurecem bem. O mais simples do Novo mundo são feitos para serem consumidos jovens. A Recomendação de alguns sugerem a orientação sobre a época ideal de consumo. A mais ouvida, correta, mas pouco prática, é comprar algumas garrafas do mesmo vinho e abrir ao longo dos anos.

Para podermos melhor entender a característica do vinho temos que conhecer suas  propriedades que nos levou a escolhê-lo.
Segundo a cor e a personalidade gustativa, podem ser classificados em 14 grandes famílias. Para cada uma delas são especificadas as principais cepas onde elas ocorrem com qualidade e o princípio de combinação culinária. Uma mesma cepa pode figurar em vários famílias ao mesmo tempo, pois de acordo com o terroir de origem, ela produzirá expressões diferente. Para citar algumas das principais, na família dos  vinhos:

  1.  Vinho Banco Seco – Leve e Nervoso
  2. Vinho Banco Seco – Macio e Frutado
  3. Vinho Banco Seco – Amplo e Elegante
  4. Vinho Branco Seco – Muito aromático
  5. Vinho Branco Seco – Aveludado Licoroso
  6. Vinho Rose Vivo e Frutado
  7. Vinho Rose Generoso e Encorpado
  8. Vinho Tinto Leve e Frutado
  9. Vinho Tinto Carnoso e Frutado
  10. Vinho Espumante 

    Como você pode observar,  o vinho  oferece um gama de informação bastante ampla, o que será uma tarefa bastante agradável para explorarmos juntos .

    Saúde!!!

Para quem gosta e sempre pesquisa bons vinhos nacionais, agora tem três motivos para avaliar. São os vinhos ARINARNOA, ANCELOTTA E MARSELAN, comercializados pela casa Valduga.

Um pouco sobre eles:

Arinarnoa

Resultado do cruzamento entre uvas Merlot e Petit Verdot. Tem coloração rubi de média intensidade, portanto um vinho jovem e boa vivacidade. No aroma, boa intensidade de frutas vermelhas como cereja, morangos e amora. Agradável ao paladar tem boa estrutura, corpo e persistência do Merlot com as notas de especiarias do Petit Verdot. Graduação alcoólica: 13,92 º.

Ancelotta

Com coloração intensa, vermelho violáceo e também jovem. No aroma, a principal característica são as frutas vermelhas maduras e doces de ameixas, amoras e figos secos. Também aparecem notas de especiarias como a pimenta preta. Estruturado, com taninos doces e redondos, apresenta amplitude e bom corpo, com muita persistência gustativa. Graduação alcoólica: 13,8º.

Marselan

Elaborada pelo cruzamento entre Cabernet Sauvignon e Grenache, tem cor vermelho rubi com notas violáceas. No aroma, une a complexidade do Cabernet Sauvignon com o frutado característico da uva Grenache. Seus taninos maduros e sua persistência gustativa confirmam as notas aromáticas que também agradam o paladar. Graduação alcoólica: 13,70º.

Casa Valduga tel. (54) 2105.3122 ou no site

Quem nunca ouviu falar em Cabernet Sauvignon, certamente nunca experimentou um vinho. Obviamente a mais badalada das uvas, tem entre os vinhos tintos o maior consumo, e exemplares que podem chegar a cifras bem altas.

Originária da região de Bordeaux, na França, essa foi uma variedade que se adaptou bem aos mais diferentes climas e geografias, e fazendo sua variedade de sabores valer de acordo com o seu local de plantio.

Os vinhos elaborados com essa uva são geralmente elaborados com outras uvas para se obter um bom equilíbrio do vinho. Para esse ‘blend” são utilizadas uvas Merlot, Malbec e Cabernet Franc, Syrah, Sangiovese, e Pinotage, que podem ser dosadas de acordo com a produção desejada, ou ainda de acordo com as outras variedades de uvas existentes na região de produção.

Geralmente estes vinhos são por excelência intensos e com uma gama de aromas variados como frutas vermelhas maduras, como a ameixa preta, a cereja, e até toques vegetais que remetem ao pimentão verde, o tabaco, e madeiras nobres, que ficam concentrados, e trazem ao paladar uma riqueza única de sabores.

Quando jovens, costumam ter tonalidades arroxeadas ou púrpura e são encorpados com a presença marcante de taninos.

Normalmente os vinhos Cabernet Sauvignon, podem envelhecer por até 30 meses em tonéis de carvalho ou cedro, que vai amenizar os taninos deste precioso. Read the rest of this entry »

BeringerQuem imagina que bons vinhos só tem procedência européia, precisa se dar uma chance de conhecer os vinhos dos Estados Unidos e mais especificamente da Califórnia.

Segundo conta a história, a Lei Seca praticamente extinguiu o que os Estados Unidos tinham na cultura dos vinhos, desde o plantio dos vinhedos, técnicas de produção, maturação, e o mais importante: a transmissão do conhecimento e da paixão pelos vinhos de produtor para produtor por algumas gerações.

A indústria vinicola começou a se recuperar pelos idos dos anos sessenta, o que certamente causou as grandes diferenças entre os vinhos americanos e os europeus.

Atualmente, quem já experimentou, e busca um vinho, normalmente busca referências nos vinhos produzidos na Califórnia. Por outro lado, outras regiões sem a mesma tradição, passaram a produzir vinhos de excelente qualidade. Washington, Nova York, Virgínia, Oregon e Texas.

Entre as mais diversas castas, e graças ao variado clima americano, as uvas que mais se destacam na produção são a Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Zinfandel e Merlot.

Alguns bons exemplares destes produtores: Beringer Stone Cellars Cabernet Sauvignon 2005 (California)- 83 pontos no Wine Spectator e sai por aqui na casa de 45 reais, (R$ 8,00 nos EUA).

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