Archive for the ‘Vinhos tintos’ Category
A história da Celler Malondro,produtora do Besllum 2008, começa com uma família de produtores de uva que colocaram seu suor e lágrimas no solo para as gerações futuras. Em 2000, duas famílias se juntaram e criaram o Celler Malondro em Cornudella de Montsant com o objetivo de produzir vinhos artesanais de alta qualidade com uvas autóctones de mais meio século do seus vinhedos.
Os produtores informam que estes vinhedos se localizam entre 500 e 800 metros de altitude e as cepas cultivadas são a Garnatxa, Carinyena, Macabeu e Roja Garnatxa (rosa Garnatxa). Os solos são basicamente de diferentes percentagens de ardósia, giz, areia e rocha.
Uma peculiaridade é que eles projetaram um sistema de trellising (trançado) único sobre si mesmos e as videiras estão alojados dentro de uma estrutura de metal, o que permite segundo os produtores maior ventilação entre as vinhas, bem como uma superfície superior mais exposta para as folha. Triplicando a superfície , a folha absorve mais luz, o que coloca uma maior pressão sobre a videira. Com maior pressão sobre a videira, obtém-se melhores uvas segundo os produtores.
Ainda segundo os produtores e antes do blend final e definição dos seus produtos eles realizam várias festas e experimentações no conjunto dos vinhos maturados em barris de carvalho francês de 15 a 18 meses.
Isto posto, com este conto e após a degustação deste vinho, sugiro aos viajantes e turistas que forem a Barcelona, saltarem dentro de um trem na Estação de Saints,darem uma passada por Sitges para um banho de mar ( não se assustem com as liberalidades) e cheguem a Tarragona. Lá se decidam entre os 26 Cellers del Priorat ou os nove de Montsant e que constam das rotas turísticas dos vinhos.
Em tempo, a Celler Malondro não consta das rotas tradicionais, mas não será dificil encontrá-la em um município que só tem 1000 habitantes.
Milton Artur Ruiz
Vinhos do Porto são daqueles vinhos pelos quais as pessoas se apaixonam profundamente ou então não dão a menor atenção. É muito difícil encontrar alguém que goste apenas um pouco deles. No dia 31 de agosto a Sbav-Rio (Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho) promoveu uma degustação com 7 vinhos do Porto da Taylor’s, provavelmente a mais premiada vinícola produtora desse tipo de bebida.
Conduzida por Eduardo Lopes, representante da empresa no Brasil, a degustação reuniu vinhos que surpreenderam pela ótima qualidade e preço razoavelmente acessível. No fim das contas, foi difícil alguém sair sem uma encomenda de algumas garrafas.
Os vinhos apresentados:

Chip Dry (branco) – A Taylor’s foi a primeira vinícola a produzir um Porto branco seco. Apesar de ser produzido praticamente
como um Porto tinto, nele são usadas apenas uvas brancas, o que lhe dá características próprias. O Chip Dry passa 3 anos em carvalho e mostrou-se suave no nariz e bastante refrescante. Com uma cor amarela, quase translúcida, pareceu ideal para a produção de drinks que possam ser servidos em dias quentes, como a maioria dos que temos no Rio. Preço: R$ 94.
Fine Ruby – Apesar de um primeiro ataque no nariz menos potente que o da maioria dos ruby do mercado, esse foi uma das mais gratas surpresas da degustação. Com pequenos toques herbáceos e um final bastante longo, lembrando em muito frutas frescas, esse vinho se destacou pela forte concentração de cereja. Depois de alguns minutos na taça seus aromas abriram, acentuando ainda mais a sensação de que, mesmo sendo um produto mais simples, foi desenvolvido com tremendo cuidado. Mais do que apenas acompanhar chocolates e queijos azuis, vai muito bem solo. Preço: R$ 69,60.
Fine Tawny – Como característica os tawny são menos doces e frutados que os ruby. O da Taylor’s segue essa mesma característica. No nariz se mostrou ainda um pouco alcoólico e com uma madeira levemente presente. Na boca apresentou taninos finos e um leve toque herbáceo. No fim das contas, mostrou-se um bom vinho, produzido com o cuidado característico da vinícola, mas não se destacou tanto quanto o ruby em relação às outras marcas. Preço: R$ 69,60.
Select Reserve – Aqui a coisa começou a ficar séria. Produzido a partir de uvas selecionadas e envelhecido por 3 anos em grandes cubas de madeira, o Select foi um grande salto de qualidade em relação ao ruby e ao tawny experimentados anteriormente. Ele seria um ruby melhorado, só que muito melhorado. Aromas fortes de fruta em compota e um sabor doce, sem ser enjoativo e com o álcool totalmente integrado, é uma opção mais que interessante para quem quer fazer bonito com os amigos sem gastar muito. O seu preço – R$ 73,40 – mostrou-se uma pechincha. Altamente recomendado.
First Estate Reserve – A grande estrela da noite no quesito custo/benefício. Produzido com uvas do 1º vinhedo da Taylor’s, comprado em 1744. O First Estate é envelhecido durante quatro anos em carvalho, estando pronto para o consumo assim que chega ao mercado. O vinho apresenta uma cor quase negra e um nariz super elegante. Na boca é sedoso e com taninos bastante suaves. É uma evolução bastante sensível em relação ao ruby e até mesmo ao Select. Foi o mais comprado após a degustação. Preço: R$ 82.
LBV – Criação da Taylor’s e que hoje é produzido por todas as grandes vinícolas, o LBV (Late Bottled Vintage) é elaborado a partir de uvas da mesma colheita – no caso a 2005 – e envelhece de 4 a 6 anos em barrica. O LBV chega mesmo a ser o Vinho do Porto mais consumido dentro da própria Taylor’s. Com uma cor ainda mais escura quer o First Estate e sendo mais suave tanto no nariz quanto no paladar, ele é um dos rótulos mais refinados da empresa, embora sua qualidade não seja tão superior ao First Estate quanto o seu preço é: R$ 144.
Tawny 10 anos – O mais jovem dos tawny envelhecidos (experimentem o 20, 30 e, principalmente, o 40 anos), ele tem uma cor mais clara, com reflexos aloirados. O aroma é indescritivelmente envolvente e na boca deixa um gosto acentuado de mel e amêndoas. Foi o último a ser servido e deixou o meu Nieport no chinelo. Preço: R$ 159.
Para as festas de final de ano, opções não faltam para deixar sua mesa bem servida. Uma das opções para quem gosta de um bom tempranillo é o Clos de Torribas – 2006. Um tinto leve, bem estruturado pode ser encontrado no Pão de Açúcar por R$ 19,90. Promoções como esta não podem ser perdidas.
Outra boa pedida, para quem recebe familia e amigos, são os vinhos Bag’n Box portugueses, como o alentejano alegoria.
Obviamente, é um vinho de pronto consumo, mas não decepciona, ainda mais por sua praticidade. Mas certamente vale a pena. Aguns exemplares como o Casa Valduga Alto Vale Bag in Box Suave 2006 (Brasil), e o ROSSO TOSCANO PICCANTI (PICCINI) – BAG-IN-BOX DE 3 LITROS, podem ser encontrados por R$ 118,00 como na Vinivinci.
Boas compras!
Não perca essa dica!
Para mim, vinhos italianos dispensam apresentações. Desde que o mundo é mundo, a Itália produz verdadeiros nectares para paladares exigentes.
Dos imperadores romanos, aos reis e rainhas, cada região da Itália produz uvas que fazem cada vinho ter sabor único. Desta vez degustamos esse exemplar da Toscana que, elaborado com a uva Sangiovese.
Taninos marcantes e finos, toque de carvalho e cedro e toques de cereja. Para esta uva é um pouco mais seco do que poderíamos esperar. Bem estruturado e com poucos toques de tabaco.
Este foi um vinho de safra 2003, ganhou 90 pontos do Wine Expectator e 89 do Wine Enthusiast. Na safra 2004 ganhou 93 pontos do WE.
Coloração com tons um pouco mais para os tons violáceos, apesar da idade, é um vinho bom para ser consumido de 2010 para frente.
Como harmonização, acompanha carnes vermelhas, e caça.
Quanto ao preço, um pouco salgado para o nosso bolso, e na relação custo benefício, certamente não é um dos que mais atende a esse critério.
Como fomos presenteados com ele, buscamos localizar as safras 2003 e 2004. A Safra 2004 pode ser encontrada na Via Vini por R$ 259,00.
Na Itália é um vinho que pode ser encontrado na faixa de 30 Euros.
Neste final de semana, resolvemos fazer um bom almoço harmonizado por vinhos brancos e tintos e confesso que a surpresa foi a melhor possível.
Como entrada para o almoço, ervilha torta cozida no vapor de chimi churri, e shimeji refogado no shoyu e um toque de molho de ostras.
Iniciamos pelo Cuma Torrontés Orgânico, que levemente frutado remtendo a peras maduras e levemente cítrico abriu o apetite para o banquete. Não poderia ter sido melhor pelo clima e pelo paladar.
Como o prato principal foi uma ripa de costelinhas suinas ao molho de barbecue, nada melhor que um tinto pouco mais encorpado para harmonizar o paladar.
Para este, da casa Concha Y Toro, o Travessia num corte de Cabernet Sauvignon e Merlot. Acidez bastante equilibrada, custo benefício bastante razoável, e levemente encorpado.
Recomendo essa combinação para você que pretende fazer uma grande refeição entre amigos, já que esta carne deixou os pratos mais fantásticos!
O Cuma – Torrontés pode ser encontrado no mercado por cerca de R$ 30,00 e o Travessia da casa Concha y Toro na casa de R$ 18,00.
Valeu a pena a combinação. Apesar de não se configurar como um dos melhores exemplares que já degustei, confesso que este chileno não deixou muito a desejar. O corte Cabernet Sauvignon / Merlot foi bem elaborado
A única recomendação que faço é deixá-lo no Decanter por uns 20 minutos e saúde!
Bons achados, boas surpresas para os amantes do Carmenère.
O De Martino Alto de Piedra 2006 é um bom motivo para degustá-lo, além de bom custo-benefício e 100% de uvas Carmenére. Do Valle do Maipo, este vinho é uma excelente pedida para acompanhar carnes e pratos temperados, além de cordeiro e carnes de sabores intensos.
Após descanso de 15 meses em carvalho, traz coloração de um vermelho marcante com tonalidades purpura. Com aromas que remetem a amora, cereja e morango, entre outras frutas vermelhas, além de aromas de chocolate, é um vinho bastante complexo. Por se tratar de um vinho de 2006, recomendo passá-lo pelo decanter para melhor aproveitar de suas propriedades.
Se você dificilmente usa um decanter, aqui está uma excelente oportunidade para iniciar
No guia de vinhos de 2008 do Chile, ele ganhou 93 pontos em sua avaliação.
Saúde!
Ao final deste ano, posso dizer que encerro com chave de ouro após apreciar um vinho australiano com um amigo no North Grill em São Paulo. O surpreendente: Hardy’s Stamp of Australia – Vintage.
Sob o comando de Peter Dawson, a Casa Hardy’s vem desenvolvendo com maestria a uva Shiraz, e que no exemplar Vintage, o corte e a combinação com Cabernet Sauvignon apresentaram a real evolução deste continente.
Aromas de pimenta branca, cerejas e notas de baunilha bem marcantes. Na boca, sabores de frutas frescas, a baunilha novamente, evoluem. Passa por descanso em carvalho americano por 6 meses. Excelente custo benefício, pode ser encontrado por volta de R$ 39,00 no empório Santa Joana.
Além deste vinho, que recomendo, sugiro a você que assista ao vídeo, de muito bom gosto da Casa Hardy’s estabelecida desde 1853.

Quando chega a época do Natal, principalmente aqui no Brasil, encontramos um clima quente, e que rejeitariam vinhos tintos, e principalmente os mais encorpados.
Neste final de semana foi a vez de degustar dois exemplares com características de origem distintas: de um lado, um Artero Tempranillo de 2007 da Região espanhola de Castilla La Mancha, e na outra ponta um Viu Manent Carmenere do Valle de Conchagua no Chile.
Muito embora os dois falem praticamente o mesmo idioma, (salvos os regionalismos) a diferença entre eles é bem clara. Os vinhos espanhóis vem de terras bem mais velhas e cansadas, diferentes da américa do sul, o que certamente influencia no tipo da uva colhida, e consequentemente no processo de produção e engarrafamento dos vinhos.
Difícil dizer se um é melhor que o outro, já que suas características são diferentes, mas vamos a elas:
O Viu Manent passa por 11 meses de envelhecimento em barris de carvalho franceses. Bastante aromático, traz notas que remetem a frutas vermelhas como amoras e cerejas, especiarias e café, e pimenta preta. Taninos bem balanceados, é ideal para carnes vermelhas, risotos e massa ao pesto e um custo benefício bastante interessante que gira na casa dos R$ 35,00.
Votando agora ao velho continente, vamos falar um pouco do Tempranillho Artero da safra de 2007.
Aqui temos outro foco. Um vinho mais maduro, espanhol, da Viñedos Y Bodegas Muñoz, que conquistou a medalha de prata no Festival Neo Zelandês International Wine Show.
Este tempranillo traz toques de baunilha e couro, além de frutas vermelhas no aroma como a ameixa, a amora e tem coloração mais rubi. um pouco mais barato, pode ser encontrado por cerca de R$ 25,00. É uma excelente pedida para acompanhar uma mesa de queijos como entrada.
Ainda darei mais algumas dicas até o Natal para você que pretende fazer aquele almoço ou jantar com sua família, amigos e quem mais vier!
Saúde!
A Casa Valduga trouxe este ano o Mundvs, Malbec argentino, de excelente equilíbrio e estrutura para quem gosta de vinhos encorpados.
Como sempre fui adepto a vinhos encorpados, não pude deixar de comparecer ao Empório Santa Joana para a degustação da linha de vinhos que a empresa trouxe para o Brasil. No DNA do Mundvs você vai encontrar:
Na visão: cor vermelho rubi escuro e brilhante
No olfato: bouquet elegante e intensas notas de frutos vermelhos com destaque para ameixas, amoras e especiarias.
No paladar: corpo robusto, acidez equilibrada, taninos maduros. Aroma inicial lácteo abaunilhado com toques de côco e frutas vermelhas.
Intensa persistência gustativa.
Harmonização: caças, pato, carne de gado, javali, queijos maduros, massas.
Para o consumo adequado, a temperatura deve ficar entre 16 – 18 ºC. ou no Decanter 15-20.
O Mundvs é um vinho que pode ser encontrado por volta de R$ 48 / 50,00. Pode conferir!
Saúde!
Vinho da Comunidade de Luján de Cuyo, próximo a Mendoza, é elaborado com 100% de uvas Malbec, moderno e encorpado, com aromas clássicos de ameixa e cereja madura, e taninos muito suaves.
O La Linda Malbec tem cor vermelho-rubi intenso. Aromas das cerejas e especiarias. Leva para o paladar taninos equilibrados, resultado do envelhecimento entre 3/4 meses em carvalho francês.
Possui boa estrutura e elegância e um excelente custo benefício, podendo ser encontrado por volta de R$ 35,00.
É um excelente pedida para o almoço de natal….já pensou nos vinhos que vai servir? Aqui vocí já tem uma excelente sugestão!
Saúde!



