Archive for dezembro, 2011
A filmografia do vinho é vasta e apaixonante. Dentre estes devemos ressaltar o filme sobre o julgamento de Paris de 1976 que como disse o ator Alan Rickman, o Severo Snapes de Harry Potter no papel de Steven Spurrier, este resultado aponta para o futuro do vinho.
O filme, fora o ufanismo americano, apresenta a indústria do vinho californiano querendo o reconhecimento do seu trabalho e principalmente alcançar patamar semelhante ao dos vinhos franceses. Os cenários belíssimos de Calistoga , cidade de cinco mil habitantes e das redondezas ao norte de San Francisco, Califórnia é o local onde os caipiras norte americanos tentam copiar os vinhos franceses e encontram novas técnicas representadas no Chardonnay de 1973 do Chauteaux Montelena, que venceu a competição de vinhos brancos contra os vinhos franceses.
Em toda a trama a conversa é sobre vinho e sobre a paixão que ele desperta em todos liberando sentimentos, angústias e esperança.
A pontuação mais elevada dos vinhos da Califórnia em relação aos vinhos franceses em uma degustação ás cegas e avaliadas por “experts” franceses modificou o conceito de superioridade dos vinhos da França e abriu a todos a perspectiva de que é possível se fazer vinhos de qualidade em outras partes do mundo.
O livro de George Taber, jornalista do Times Magazine, aficionado, mas não especialista de vinhos conta toda a história, pois participou como juiz verificador independente dos resultados.
Abaixo em inglês o texto que êle publicou duas semanas após o resultado “ Americans abroad have been boasting for years about California wines, only to be greeted in most cases by polite disbelief—or worse. Among the few fervent and respected admirers of le vin de Californie in France is a transplanted Englishman, Steven Spurrier, 34, who owns the Cave de la Madeleine wine shop, one of the best in Paris, and the Academic du Vin, a wine school whose six-week courses are attended by the French Restaurant Association’s chefs and sommeliers. Last week in Paris, at a formal wine tasting organized by Spurrier, the unthinkable happened:… “
Read more: http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,947719,00.html#ixzz1i4eJQd7F
Assim mesmo se sabendo do resultado vale a pena ver o filme , ler o livro, conhecer a história e receber uma aula sobre o que os vinhos podem fazer com as pessoas.
Milton Artur Ruiz
Qual a melhor vinícola da California dos Estados Unidos nos últimos anos?
A resposta para muitos seria uma vinícola de Sonoma ou do Napa Valley. Errado.
A melhor vinícola dos últimos dois anos é a South Coast Winery do Temecula Valley. Assustado? Nunca tinha ouvido falar neste local? Eu também.
O Vale situado ao norte de San Diego a 90 quilometros e no meio do camionho para Los Angeles este vale alberga inúmeras vinícolas como a South Coast. Cultiva Cabernet Sauvignon, Franc, Tempranillo, Shiraz e pasmem Sangiovese. Na degustação para mim o melhor dos vinhos da degustação.
Com 35 acres, tem um excelente restaurante e um Resort Spa a disposição, e um entorno elaborado e estonteante.
O Vale é promissor e proximamente teremos grandes vinhos. Exportação: Nenhuma, pois tudo é consumido no mercado local.
Estando em San Diego, alugue um carro com GPS e logo você estará em um ambiente agradável tranqüilo e reconfortante.
Milton Artur Ruiz
A história da Celler Malondro,produtora do Besllum 2008, começa com uma família de produtores de uva que colocaram seu suor e lágrimas no solo para as gerações futuras. Em 2000, duas famílias se juntaram e criaram o Celler Malondro em Cornudella de Montsant com o objetivo de produzir vinhos artesanais de alta qualidade com uvas autóctones de mais meio século do seus vinhedos.
Os produtores informam que estes vinhedos se localizam entre 500 e 800 metros de altitude e as cepas cultivadas são a Garnatxa, Carinyena, Macabeu e Roja Garnatxa (rosa Garnatxa). Os solos são basicamente de diferentes percentagens de ardósia, giz, areia e rocha.
Uma peculiaridade é que eles projetaram um sistema de trellising (trançado) único sobre si mesmos e as videiras estão alojados dentro de uma estrutura de metal, o que permite segundo os produtores maior ventilação entre as vinhas, bem como uma superfície superior mais exposta para as folha. Triplicando a superfície , a folha absorve mais luz, o que coloca uma maior pressão sobre a videira. Com maior pressão sobre a videira, obtém-se melhores uvas segundo os produtores.
Ainda segundo os produtores e antes do blend final e definição dos seus produtos eles realizam várias festas e experimentações no conjunto dos vinhos maturados em barris de carvalho francês de 15 a 18 meses.
Isto posto, com este conto e após a degustação deste vinho, sugiro aos viajantes e turistas que forem a Barcelona, saltarem dentro de um trem na Estação de Saints,darem uma passada por Sitges para um banho de mar ( não se assustem com as liberalidades) e cheguem a Tarragona. Lá se decidam entre os 26 Cellers del Priorat ou os nove de Montsant e que constam das rotas turísticas dos vinhos.
Em tempo, a Celler Malondro não consta das rotas tradicionais, mas não será dificil encontrá-la em um município que só tem 1000 habitantes.
Milton Artur Ruiz
Em passagem pela cidade de Genova, visitando a casa de Colombo, será verdade?, ao se perder pela cidade velha e se a sua opção para matar a fome for um pescado ou frutos do mar opte por um vinho local. Sempre.
Na Ligúria é o Vermentino. Parafraseando Peter Wolffenbutel, dono de um senhor blog me aproprio de frases inteiras e entremeio alguns comentários. É plágio mesmo. Vamos a elas:
“Da mesma turma das outras brancas de casca avermelhada como a Gewüstrazminer e a Pinot Gris (Grigio), esta uva é colhida precocemente para garantir bons índices de acidez. A Vermentino é tida como prima das Malvasias, portanto tem ancestrais na Grécia. No nariz vai-se do floral ao cítrico na cor, a característica âmbar, algo dourado. Na boca um vinho denso e levemente ácido”.
E continuando me translado e estou me sentindo em Portofino, observando seus barcos interoceanicos estacionados e os milhares de turistas sequiosos por degustarem os vinhos e os produtos da região.
“Trata-se de um vinho espetacular, cor amarelo com tonalidades verde-oliva. Na boca pura elegância, levemente encorpado, acidez média alta, final de gole muito prolongado. Um vinho aromático, agradável e diferente. Para quem está cansado da ditadura da Chardonnay, experimente”.
Perfeito, quero voltar, eu não teria condições de ser tão preciso. Obrigado Peter.
Informações mais abalizadas em www.alemdovinho.wordpress.com
Milton Artur Ruiz
Produzido por Frank Ostini e Gary Hartley na região de Buellton, Califórnia das colinas de Santa Rita de uvas Pinot Noir. Este vinho ficou conhecido pelo famoso filme Sideways,
Entre umas e outras, conta a história de dois amigos realizando uma despedida de solteiro. Um deles, ex-ator famoso, o noivo, e outro o amigo, professor divorciado apaixonado pela ex- mulher e que vive da aposentadoria de sua mãe e a procura de editar um livro.
Hitching Post é o restaurante do “chef” Gary Hartley e intenção dos seus produtores foram de privilegiar o gosto das frutas da região e isto pode ser observado na coloração clara do vinho quase rosado claro, frutado e quase nada de carvalho Frances que segundo os seus produtores foi feito com este objetivo. É um Pinot Noir totalmente diferente.
Na realidade as informações do rótulo chegam aos detalhes de informação em relação aos clones de Pinot Noir que participam deste “blend” de uma cepa única.
Uma experiência, um prazer que vale a pena com taças e restaurante adequado e não com copo de plástico e um “fast food” como no filme em momento de pressão do ator principal.
A rever o filme e degustar o vinho.
Milton Artur Ruiz






