enoO número de publicações sobre vinhos aumenta e assume um caráter técnico e cada vez mais complexo. Felizmente não podemos atribuir este detalhe em relação ao pequeno livro de Ricardo Gandolfi, editado pela SSRF com 130 páginas e que tem o título deste texto. Ricamente ilustrado apresenta 150 endereços da cidade, entre restaurantes, lojas e adegas, e pretende ser na verdade uma pequena referencia para o mundo da boa comida e dos caminhos do vinho em São Paulo. Com introdução de Lamberto Percussi, apresenta informações sobre harmonização, características elementares de cada uva e do produto que derivam de cada uma. Apresenta os restaurantes, com descrição de sua especialidade, com endereço e de suas atribuições, e principalmente do que tem de melhor em sua carta de vinhos com sugestões do que pedir.Na seção de lojas e adegas que comercializam vinho, temos 68 endereços e entre eles se encontram os pontos dos supermercados, demonstração inequívoca de que em São Paulo só não compra vinho que não quer.

A impressão final do livro é de que o mesmo pode ser considerado um guia para os amantes do vinho e que o mesmo pode ser colocado no porta luvas de seu carro, pois o mesmo lhe servirá como guia para momentos agradáveis e de alto requinte.

No entanto ao final desta leitura algo me incomodou, e me fez raciocinar sobre a percentagem de pessoas que podem freqüentar amiúde estes endereços, estas lojas e estas adegas. Tendo noção do aumento do interesse sobre vinho pelo aumento do consumo per capita no Brasil e em outros mercados mundiais como a Ásia, por exemplo, procurei os endereços e informações sobre os supermercados e não encontrei muitas informações sobre os mesmos no livro, visto que observo um aumento do número de gôndolas e principalmente do aumento do número de engravatados em frente às mesmas antes de decidirem o que adquirir. Perguntam, questionam os atendentes, procuram saber detalhes de procedência. Assim nesta evolução creio que existe uma categoria de enófilos, ou quem sabe sommeliers de supermercado, e que procuram adquirir vinhos mais baratos. Como me incluo nesta categoria, voltarei a discorrer sobre o tema supermercados e vinhos com suas peculiaridades tendo como base uma pessoa que possa a adquirir vinhos na faixa de até $ 45, 00, e gastar no máximo até $ 150,00 ao mês.

Em tempo, o livro mote para este texto foi editado em 2007, mas continua atual e recomendo a sua aquisição.

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