Archive for dezembro, 2008

Antes de entender uma champagne, é importante distinguir os diversos tipos e termos específicos para cada uma.

O que as diferencia basicamente são fatores de produção como: a quantia de açúcar, amadurecimento, tipo de uva utilizada, e até tempo de amadurecimento.

Classificando por denominação teremos:

BRUT

São diferenciadas pela quantia de açúcar, que as classificará como ultra brut – muito seco, brut – seco, demi-sec – levemente doce, e a do tipo doux- muito doce.
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Foto Divulgação Continuando os comentários sobre Vinhos Verdes, após o excelente evento realizado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, na sede do Jóquei (no Centro da cidade), vamos a mais alguns ‘detalhes’ sobre essa classificação única de vinhos.

Como todos os vinhos portugueses, os Verdes são produzidos a partir de castas únicas em todo o mundo, como a Alvarinho, Loureiro, Vinhão, Espadeiro e Amaral, por exemplo. Só isso já é razão suficiente para sabores e aromas que não serão encontrados em nenhuma outra parte do mundo.

Para ter uma noção da importância dos Vinhos Verdes, eles só perdem em volume de produção para os Vinhos do Porto. Como havia comentado na semana passada, os Vinhos Verdes são excelentes para o verão do Rio. Eles devem ser servidos gelados e sua acidez e gás dão uma sensação de frescor que pode rivalizar com os espumantes, tão na moda.

Foto DivulgaçãoNo evento foram degustados oito vinhos (brancos e rosés), além de vários outros que estavam sendo oferecidos em stands e que não faziam parte da ‘apresentação oficial’. Dentre os oito oficiais o meu destaque foi para o Quinta da Pena, um vinho branco produzido 100% com a casta loureiro (que tem esse nome por ter aroma que lembra folhas de louro). Com aromas que lembram abacaxi e pêssego em calda, o Pena se destacou dos demais – embora apenas um deles possa ser considerado fraco.

Nas prateleiras dos supermercados é comum encontrar apenas o sempre presente Casal Garcia, a quantidade de rótulos e a variedade de castas e misturas delas faz com que seja impossível dizer que um vinho não é bom. Só mesmo na base da tentativa e erro.

Para saber mais, aconselho uma visita ao ótimo site oficial dos Vinhos Verdes - em www.vinhoverde.pt. Lá há informações, lista completa dos produtores e até mesmo dicas de harmonização e algumas receitas bastante interessantes.

Mas lembre-se: os vinhos verdes são, por definição, jovens. Portanto, procure sempre comprar os de safra mais recente e tente verificar como estavam as garrafas. Um bom condicionamento (longe do sol e temperaturas quentes) é indispensável para que a bebida não o decepcione.

bottleComemoramos nosso primeiro ano em funcionamento trazendo novidades, pesquisando e buscando sempre o que mais nos encanta no mundo dos vinhos.
Que neste natal, cada garrafa de vinho aberto seja a comemoração de mais uma alegria entre tantas outras que esperamos que Papai Noel traga a todos.
E que 2009 seja um ano perfeito como num terroir fertil produzindo excelentes exemplares de alegrias únicas.

freixenetSe você é um apreciador de Prosecco, aqui vão algumas dicas para as festas de Natal e ano novo:
a primeira delas é o PROSECCO LA FORNARINA DI VALDOBBIADENE DOC. tem característica com amarelo palha brilhante com tons esverdeados. Aroma de maçã verde e flores. Este Prosecco tem sabor fresco de maçã verde. É uma boa pedida para todas as refeições e pratos à base de peixes e canapes.
Um outra boa pedida é o ESPUMANTE PROSECCO DI BACCO – ITALIA. A exemplo do La Fornarina, este também tem coloração amarelo palha, brilhante com tons levemente esverdeados. Tem aroma maçã verde e abacaxi frutado e fresco com ótima acidez, e lembra bastante o sabor do abacaxi.
Não pense contudo que apenas os italianos tem preciosades neste mundo. A Espanha possui também excelentes exemplares como o CAVA FREIXENET CORDON NEGRO BRUT, com amarelo pálido. Finas borbulas e persistentes que produzem uma elegante espuma. Aromas bastante intensos e frutados dão a esse exemplar espanhol marcante presença.

Obviamente com a imensa variedade de nomes no mercado, podemos sugerir inúmeros nomes de vinhos para seu natal. Como dica, Enoteca Fasano, temos a sugestão de alguns vinhos que acompanham o panetone Fasano;(R$ 60,00) – Prosecco Valdizze (R$121), pelo Prosecco Fae 2007 (R$189), pelo Calle Funes Cosechia Tardia (R$170) ou em kits com seis unidades (R$360).
O Panettone Fasano e os kits podem ser adquiridos nas lojas Enoteca Fasano, em São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Campos do Jordão, em seus revendedores espalhados pelo Brasil ou através do televendas: 11. 3074 3959.
Serviço:
A Enoteca Fasano de São Paulo fica na R. Amauri, 255 – Jd. Europa, São Paulo – SP. Horário de Funcionamento:
Loja – de segunda a sexta das 10h às 20h e aos sábados das 10h às 18h e no mês de dezembro, até dia 23, também aos domingos das 12h às 18h.
Televendas: 3074 3959 – de segunda a sexta das 9h às 19h e em dezembro também aos sábados das 9h às 14h.
Aceita todos os cartões de crédito.
Entregas para todo o Brasil.
Site www.enotecafasano.com.br .

Ontem tive a oportunidade de saborear um cabernet sauvignon na casa do Dr. Milton Ruiz, meu sogro e colaborador deste blog, que ha muito tempo não experimentava: Doña Paula. Encorpado, maduro e levando ao paladar os sabores da madeira, frutas secas, com um toque de baunilha. De cor vermelho profundo, rubi. A safra desta preciosidade é 2007.
Mesmo sendo um mono varietal impressiona por suas nuances quando passeia pela boca.Este vinho é produzido pela vinícola argentina de mesmo nome. Permanece por 6 meses em barricas de carvalho para amadurecimento.
Vale a pena uma visita ao site da empresa.
Aqui você poderá adquirir este vinho

Tinto feito pela Andean Wyneyards em Mendoza.

Bastante escuro violáceo, aroma satisfatório, porem não dos mais intensos, delicado, elegante, como algo floral. Na boca dois tempos. Primeiro uma sensação agradável de  tinto redondo, macio, boa concentração.  Fruta agradável de tinto redondo macio, boa concentração e fruta agradável. Depois a fruta vai dando lugar a um aspecto mais rústico, mais tânico. Boa acidez, nada enjoativo. Final de boca ressecante. Melhorou um pouco, com o tempo no copo. Pede um prato robusto. Álcool  13%. Encontrado na Magna Import – 2111-0999 a R$ 19,00.

Quando se fala sobre o vinho brasileiro, imediatamente o que vem a mente de todos é os originários do vale dos vinhedos do Rio Grande do Sul ou mais recentemente do vale do S.Francisco. De resto, para o grande público pouco se fala ou se divulga sobre outras regiões ou sobre outros produtores de vinhos. No entanto, no Brasil existem tentativas de se fazer vinho honesto, fino, porém artesanal, mas com as características dos melhores vinhos nacionais e internacionais. E isto acontece em Presidente Prudente, cidade do interior do estado de S. Paulo na qual está localizada a Vinícola Emilio Mantovani. A cidade do noroeste do estado, distante a mais de 500 quilômetros da capital e região eminentemente de pecuária surpreende por ter um representante da vitivinicultura.  

Em um ambiente agradável e acolhedor com vistas a um grande parreiral, em seu restaurante (www.ristorantemantovani.com.br) fomos brindados por um tinto seco Cabernet Franc/Alicant Bousquet, 2005 de uma partida de 1000 garrafas somente, mas de grande qualidade.  Além deste houve extras como um Shyraz de alta qualidade, talvez o melhor produto da casa, e uma extensa aula sobre o empreendimento de mais de cinco anos da propriedade de cinco hectares. Em um terreno arenoso, que já cultivou e pesquisou, sobre cepas e uvas como Merlot, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon e Moscatel produz vinhos que surpreendem. O conhecimento do dono, enólogo e sommelier Luis Freitas sobre vinhos são extensos, e o seu entusiasmo sobre o empreendimento digno de elogios.

Após esta noite concluí que o aforisma do se plantando tudo dá para o Brasil é real, desde que exista competência, pertinácia e uma grande dose de loucura.

Confiram esta experiência e tenham certeza que não acordarão com dor de cabeça pela qualidade dos produtos lá existentes.          

Merlot Iron Mainden - Foto- Site Iron Maiden

Merlot Iron Mainden

Após o advento desse cyber mundo conectado, não existem mais fronteiras para a criatividade em se criar produtos diferenciados.
Agora chegou a vez do vinho. Num ímpeto de inovação, a banda Iron Maiden lançou em seu site um vinho que leva sua grife, com a foto de Eddie – The Monster.
Segundo descrição, o vinho é elaborado com uvas merlot chilenas e promete surpreender os mais apurados paladares.
O vinho promete surpreender aos amantes da banda, mas, infelizmente a aqueles que estiverem lá pela Europa. O grupo tratou de colocar em seu site um aviso dizendo que devido a regulamentações alfandegárias em alguns países, esses exemplares seriam vendidos apenas a países da União Européia, lembrando que ainda assim se o visitante quiser fazer seu pedido o mesmo poderá ficar retido até o pagamento de impostos alfandegários.
Preço desta pérola; 15 libras – aproximadamente 55 reais…

Morando no Rio de Janeiro, com o calor senegalesco característico da cidade, não é de se estranhar que os vinhos brancos, espumantes e afins ganhem muitos ‘simpatizantes’ e apareçam com destaque em vários restaurantes e cartas de vinhos de casas de espetáculos.

Por motivos que vão do puro desconhecimento até a pouca oferta e a má conservação de alguns rótulos oferecidos em lojas e supermercados, nunca fui muito fã dos Vinhos Verdes. Para aprender mais e, quem sabe, mudar de opinião, fui ao evento promovido pelos produtores e pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.

Os Vinhos Verdes têm por característica serem leves, terem um pouco de gás e um baixo teor alcoólico, o que os torna muito refrescantes, ótimos para lugares quentes como o Rio. Foram oito vinhos apresentados (e outros tantos em stands em uma ‘mostra paralela’).