Archive for novembro 30th, 2008

Desde que fui convidado para escrever no The Wine is on the Table que eu fiquei na dúvida sobre o que escrever nesse primeiro post. Sendo um jornalista com alguma experiência em vinhos (alguns cursos, viagens, visitas a vinícolas do Chile e Argentina, leitura e muitos reais gastos com a bebida) e escrevendo sobre o assunto no blog que coordeno no site do jornal O DIA (Rio de Janeiro), tenho uma razoável quantidade de material para publicar (opiniões, avaliações e entrevistas).
Decidi então falar de duas coisas:
1- Na semana passada estive na degustação promovida pela rede de supermercados Zona Sul. O tema era Vinhos de Verão. Ou seja, espumantes e brancos que devem ser servidos gelados.
O evento aconteceu em um dos salões do hotel Sofitel, um dos mais luxuosos de Copacabana e, por ser restrito a convidados (clientes ou não), possibilitava andar, observar e degustar espumantes (na sua maioria) com calma e atenção.
São eventos como esse que podem fazer o consumidor comum ganhar mais conhecimento. Degustações e boas palestras (foram cinco no total, englobando todas as etapas do processo de produção dos espumantes). Nada melhor do que provar e descobrir qual vinho se adequa melhor ao seu gosto (e de graça!).
2- O site enoventos, capitaneado pelo amigo Oscar Daud, realizou duas pesquisas comparando preços de vinhos em supermercados. No Rio (base de Oscar) foram comparados 13 supermercados e 66 rótulos. Em São Paulo a pesquisa se restringiu ao Pão de Açúcar, que foi comparado com ele mesmo em outros estados do Brasil. No fim das contas descobre-se que quem mora em São Paulo paga mais pelos vinhos do Pão de Açúcar do que os que compram em Brasília!
Espero que tenham paciência para os próximos posts.
Um tinto do Valle de Del Rapel para quem gosta de vinhos bem potentes e alcoólicos. Este vinho é elaborado pela Vinícola Lapostolle que tem muito prestígio naquele paia. Este não está entre os mais representativos dessa importante vinícola.
O site da empresa diz que foi envelhecido em recipiente de carvalho, que não percebemos. O vinho já tem alguns anos e o aroma está um pouco tímido, pouco intenso. O Álcool começa a se manifestar no nariz, picando as mucosas. Por traz do álcool, as característica dos vinhos de massa elaborados com a Cabernet Sauvignon.
Evocações vegetais com habituais toques de eucalipto e algo mineral. N boca começa bem, com boa concentração de sabor, mas depois vai sendo dominado pelo álcool (14,5%) que é o que se destaca mesmo. Acidez um pouco agressiva. Um tinto curto que desapareceu rapidamente da boca. (Frei Caneca – 3472-2082 – R$ 19,50)
