A filmografia do vinho é vasta e apaixonante. Dentre estes devemos ressaltar o filme sobre o julgamento de Paris de 1976 que como disse o ator Alan Rickman, o Severo Snapes de Harry Potter no papel de Steven Spurrier, este resultado aponta para o futuro do vinho.

 O filme, fora o ufanismo americano, apresenta a indústria do vinho californiano querendo o reconhecimento do seu trabalho e principalmente alcançar patamar semelhante ao dos vinhos franceses. Os cenários belíssimos de Calistoga , cidade de cinco mil habitantes e das redondezas ao norte de San Francisco, Califórnia é o local onde os caipiras norte americanos tentam copiar os vinhos franceses e encontram novas técnicas representadas no Chardonnay de 1973 do Chauteaux Montelena, que venceu a competição de vinhos brancos contra os vinhos franceses.

Em toda a trama a conversa é sobre vinho e sobre a paixão que ele desperta em todos liberando sentimentos, angústias e esperança.

A pontuação mais elevada dos vinhos da Califórnia em relação aos vinhos franceses em uma degustação ás cegas e avaliadas por “experts” franceses modificou o conceito de superioridade dos vinhos da França e abriu a todos a perspectiva de que é possível se fazer vinhos de qualidade em outras partes do mundo.

O livro de George Taber, jornalista do Times Magazine, aficionado, mas não especialista de vinhos conta toda a história, pois participou como juiz verificador independente dos resultados.

Abaixo em inglês o texto  que êle publicou duas semanas após o resultado  “ Americans abroad have been boasting for years about California wines, only to be greeted in most cases by polite disbelief—or worse. Among the few fervent and respected admirers of le vin de Californie in France is a transplanted Englishman, Steven Spurrier, 34, who owns the Cave de la Madeleine wine shop, one of the best in Paris, and the Academic du Vin, a wine school whose six-week courses are attended by the French Restaurant Association’s chefs and sommeliers. Last week in Paris, at a formal wine tasting organized by Spurrier, the unthinkable happened:… “

Read more: http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,947719,00.html#ixzz1i4eJQd7F

 

 

Assim mesmo se sabendo do resultado vale a pena ver o filme , ler o livro,  conhecer a história e receber uma aula sobre o que os vinhos podem fazer com as pessoas.

 

 

 

 

 

Milton Artur Ruiz

 

 

                                                    

 

 

 

 

 

Qual a melhor vinícola da California dos Estados Unidos nos últimos anos?

 

 

A resposta para muitos seria uma vinícola de Sonoma ou do Napa Valley. Errado.

A melhor vinícola dos últimos dois anos é a South Coast Winery do Temecula Valley. Assustado? Nunca tinha ouvido falar neste local?  Eu também.

O Vale situado ao norte de San Diego a 90 quilometros e no meio do camionho para Los Angeles este vale alberga inúmeras vinícolas como a South Coast. Cultiva Cabernet Sauvignon, Franc, Tempranillo, Shiraz e pasmem Sangiovese. Na degustação para mim o melhor dos vinhos da degustação.

 Com 35 acres, tem um excelente restaurante e um Resort Spa a disposição, e um entorno elaborado e estonteante.

O Vale é promissor e proximamente teremos grandes vinhos. Exportação: Nenhuma, pois tudo é consumido no mercado local.

Estando em San Diego, alugue um carro com GPS e logo você estará em um ambiente agradável tranqüilo e reconfortante.

Milton Artur Ruiz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CORNUDELLA DEL MONTSANT

A experiência em degustar um tinto, potente e encorpado como o Besllum 2008, um blend de Garnatxa (50%) e Cariñena(50%) nos obriga a conhecer um pouco mais da região de Tarragona.
De boas lembranças a cidade está localizada a 100 quilômetros ao sul de Barcelona e guarda tesouros de uma cidade da Roma antiga. Pacata e afável com um mini coliseu a região de Tarragona alberga as famosas Cellers del Priorat.  
Nela estão as vinícolas com Denominação de Origem Qualificada – DOQ Priorat e DO Montsant de onde provém o vinho que é o responsável por toda esta história.    

A história da Celler Malondro,produtora do Besllum 2008, começa com uma família de produtores de uva que colocaram seu suor e lágrimas no solo para as gerações futuras. Em 2000, duas famílias  se juntaram e criaram o Celler Malondro em Cornudella de Montsant com o objetivo de  produzir vinhos artesanais de alta qualidade com uvas autóctones de mais meio século do seus vinhedos.

Os produtores informam que estes vinhedos se  localizam entre 500 e 800 metros de altitude e  as cepas cultivadas são a Garnatxa, Carinyena, Macabeu e Roja Garnatxa (rosa Garnatxa). Os solos são basicamente de diferentes percentagens de ardósia, giz, areia e rocha.

Uma peculiaridade é que eles projetaram um sistema de trellising (trançado) único sobre si mesmos e as videiras estão alojados dentro de uma estrutura de metal, o que permite segundo os produtores maior ventilação entre as vinhas, bem como uma superfície superior mais exposta para as folha. Triplicando a superfície , a folha absorve mais luz, o que coloca uma maior pressão sobre a videira. Com  maior pressão sobre a videira, obtém-se  melhores  uvas segundo os produtores.

Ainda segundo os produtores e antes do blend final e definição dos seus produtos eles realizam várias festas e  experimentações no conjunto dos vinhos  maturados em barris de carvalho francês de 15 a 18 meses.

Isto posto, com este conto e após a degustação deste vinho,  sugiro aos viajantes e turistas que forem a Barcelona, saltarem dentro de um trem na Estação de Saints,darem uma  passada por Sitges para um banho de mar ( não se assustem com as liberalidades) e cheguem a Tarragona. Lá se decidam entre os 26 Cellers del Priorat ou os nove de Montsant e que constam das rotas turísticas dos vinhos.

Em tempo, a Celler Malondro não consta das rotas tradicionais, mas não será dificil encontrá-la em um município que só tem 1000 habitantes.

Milton Artur Ruiz

Em passagem pela cidade de Genova, visitando a casa de Colombo, será verdade?, ao se perder pela cidade velha e se a sua opção para matar a fome for um pescado ou frutos do mar opte por um vinho local. Sempre.

Na Ligúria é o Vermentino. Parafraseando Peter Wolffenbutel, dono de um senhor blog me aproprio de frases inteiras e  entremeio alguns comentários. É plágio mesmo. Vamos a elas:

 “Da mesma turma das outras brancas de casca avermelhada como a Gewüstrazminer e a Pinot Gris (Grigio), esta uva é colhida precocemente para garantir bons índices de acidez. A Vermentino é tida como prima das Malvasias, portanto tem ancestrais na Grécia. No nariz vai-se do floral ao cítrico na cor, a característica âmbar, algo dourado. Na boca um vinho denso e levemente ácido”.

E continuando me translado e estou me sentindo em Portofino, observando seus barcos interoceanicos estacionados e os  milhares de turistas sequiosos por degustarem os vinhos e os produtos da região.

 “Trata-se de um vinho espetacular, cor amarelo com tonalidades verde-oliva. Na boca pura elegância, levemente encorpado, acidez média alta, final de gole muito prolongado. Um vinho aromático, agradável e diferente. Para quem está cansado da ditadura da Chardonnay, experimente”.

Perfeito, quero voltar, eu não teria condições de ser tão preciso. Obrigado Peter.

Informações mais abalizadas em www.alemdovinho.wordpress.com

Milton Artur Ruiz

No Fishmarket Place - San Diego , Ca. USA

 

Produzido por Frank Ostini e Gary Hartley na região de Buellton, Califórnia das colinas de Santa Rita de uvas Pinot Noir.  Este vinho ficou conhecido pelo famoso filme Sideways,

 Entre umas e outras, conta a história de dois amigos realizando uma despedida de solteiro. Um deles, ex-ator famoso, o noivo, e outro o amigo, professor divorciado apaixonado pela ex- mulher e que vive da aposentadoria de sua mãe e a procura de editar um livro.

Hitching Post é o restaurante do “chef” Gary Hartley e intenção dos seus produtores foram de privilegiar o gosto das frutas da região e isto pode ser observado na coloração clara do vinho quase rosado claro, frutado e quase nada de carvalho Frances que segundo os seus produtores foi feito com este objetivo. É um Pinot Noir totalmente diferente.

Na realidade as informações do rótulo chegam aos detalhes de informação em relação aos clones de Pinot Noir que participam deste “blend” de uma cepa única.   

 Uma experiência, um prazer que vale a pena com taças e restaurante adequado e não com copo de plástico e um “fast food” como no filme em momento  de pressão do ator principal.

A rever o filme e degustar o vinho.

Milton Artur Ruiz

 

A elaboração do vinho ALMANEGRA se iniciou com a colheita de 2003, e a vinificação em apenas onze pequenos barris. Desde então este vinho do produtor Tikal/ Ernesto Catena vem sendo elaborado por diversas mãos e em períodos incertos.

Em viagem a Argentina, deixar de adquirir o Alma Negra é considerado por muitos como um pecado a ser cometido com a convicção da culpa. Proveniente do Valle do Uco (vide Tupungato divino no blog), Agrelo, Consulta e Rivadavia Vistaflores regiões de Mendoza, não é dos mais prestigiados na região.

As castas de sua composição são a Bornarda (vide Zuccardi) e o Malbec, um blend de proporções não reveladas, e a garrafa Mistério, prima pela falta de informações no rótulo o que por si só aguça o apetite

Além disto, a garrafa tem um diferencial que marca, por ser pesada e escura com uma máscara misteriosa e extremamente emblemática.

Encontrei vários comentários de aficionados que passarei a escrevê-los de forma textual de autores que não me recordo:  “de todos os encantos, o mais atraente para a alma é um mistério. Não há beleza sem um véu, e estamos sempre dispostos para o desconhecido. Existência insuportável seria se não estivéssemos sempre sonhando

 E, como todos os mistérios, ALMANEGRA surgiu através dos sonhos. Não é um varietal, e não é sempre o mesmo vinho Porque não é de um único vinhedo e não é feito por uma única mão. Assim como o mistério que está por trás da máscara e o jogo sensual de descobrir isso, acreditamos que sempre existiu ALMANEGRA. Como voltar à nossa origem única e irrepetível”.  “Este grande vinho, então, realiza na sua alma negra, sua alma profunda e negra, todos os segredos da sua essência, os segredos que só podem ser descobertos no último copo”.

Dados Técnicos (Básicos)

 Visual: Rubi profundo, escuro 
 Olfato: Misterioso, “exuberante e exótico”. Aromas blend; aromas secundários: cera de abelha, verniz (frutos da fermentação) e terciários: ameixa seca, madeira, especiarias. (afinamento) 
 Gustativo: Calda de frutas. Bom corpo, macio.  
 Grau alcoólico: (aprox.) 13 a 14% 
 Sugestão de guarda: 5 a 10 anos 
 Harmonização: Carnes elaboradas, massas com molho encorpado.

Vinificação: Vinificação tradicional, com controle de temperatura. Malolática completa.
Maturação: Maturado em barricas de carvalho.
Dados pessoais: bom custo benefício, se acertou com a picanha na chapa e teve aprovação do Conselho do Stem Cell Gourmet e nova sócia Valéria Lucindo. 

Em tempo : se o dono dos versos escritos por acaso ler este, pode entrar em contato que lhes darei os créditos de bom grado.

Milton Artur Ruiz

- Hummm…

- Hummm…

- Eca!!!

- Eca?! Quem falou Eca?

- Fui eu, sô! O senhor num acha que êsse vinho tá com um gostim
estranho?

- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de
trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que
enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas…

- Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!

- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?

- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me
cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá
isso tá!

- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!

- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando
o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?

- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação
entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O
senhor aprenderá como  segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a
taça, deitar o vinho e, então…

- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!

- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no…

- Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!

- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje,
por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens…

- Hã-hã… Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta…

- O senhor poderia começar com um Beaujolais!

- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!

- Então, que tal um mais encorpado?

- Óia lá, ocê tá brincano com fogo…

- Ou, então, um suave fresco!

- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade
de meter um tapa na sua cara desavergonhada!

- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!

- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, messs! Num é questão de
tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é
outro, qui inté rima com brabuleta…

- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?

- E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?

- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e
macio, acertei?

- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento!
Engulidô de rôia!

- Mole e redondo, com bouquet forte?

- Agora, ocê pulô o corguim! E é um… e é dois… e é treis! Num
corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha
fedorenta!..

Texto original de Luiz Fernando Veríssimo, enviado pelo presidente do Stem Cell Gourmet Club que está em recesso enogástronomico por decisão do Conselheiro Alfredo presidente do Conselho Superior de Assuntos Enofílicos,  Etílicos, Caninos e Adicionais (CSSEECA}

Milton Artur Ruiz

 

Reunião do Stem Cell Gourmet (SCG) no Barbecue de SJ do Rio Preto é sempre uma surpresa.

Nesta sexta, Laís a proprietária resolveu retirar de seu esconderijo um Quinta generación de 2000, da Casa Silva tradicional vinícola do Colchágua vale do Chile. Não tanto pela reunião, Laís abriu o vinho para esquecer das dores de cabeça com a reforma do Barbecue*. Recebeu críticas dos analógicos do grupo que preferem a manutenção da cara de boteco, antigo, porém aconchegante.

Na reunião do SGP foi eleito Paulo Goiaba como diretor financeiro, convalescente de cirurgia, que não comeu, mas bebeu com propriedade esta garrafa dos vinhedos de Los lingues. O vinho em tela festeja a quinta geração da família no Chile que tem o seu inicio ao redor de 1890 com a chegada de Bouchon ao Chile. Tem como características especiais em sua composição o “blend” de C. Sauvignon (47,5%), Carmenére (47,5%) e 5% de Petit verdot.

A região tem um micro clima particular e a colheita para elaborar este vinho é toda manual com amadurecimento em barris de carvalho francês acima dos 12 meses, não sendo filtrado. Na realidade um acontecimento raro.

Ao final da reunião foi solicitado que todos que todos que o degustaram  aferissem a sua  nota. Por questão de ordem o “sommelier” principal do SCG, Rubens, utilizou como prerrogativa o parágrafo 13 do capítulo 2 do estatuto do SCG que proíbe notas, pois vinho bom é considerado bom e não se dá nota e estamos conversados. ( vide comentários deste “sommelier” em outro local deste blog, ou seja logo abaixo).

Não houve registro de fotos da reunião para se evitar complicações de cobranças de direitos de imagens dos participantes.

Milton Artur Ruiz

 

 
 

                                                                                                                                                                                                                      

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

 Abaixo apresento um produto da Concha Y Toro, que não conhecia. afianço que o mesmo não existe na bodega. Pelo menos até 6 meses atrás. A uva Camenére, encontra-se na etiqueta , Cassillero de  Diablo, Marques Concha, Reservas,  tenho dúvidas quanto ao Terrunyo, e no principal de todos o Carmim Peumo. Faz parte dos blends da associada Alma Viva e o EPU. Todos são de Puente Alto, vale do Maipo, enquanto os brancos da vale Casablanca em sua maioria. Como este tem sua indicação do Vale central, o preço (baixo) faz com que eu sinta curiosidade sobre o seu comércio, qualidade etc…. Fiz a pergunta da dúvida.  Este O motivo da divulgação. Quem souber ou tiver informações ……?

Segue o texto em inglês

The Best Wines of Chile, Xplorador 2010 - Carmenere October 4, 2011 Concha y Toro  

Xplorador 2010 Carmenere Price: Around $6 Rating: Color: Purple Nose: Clean and aromatic with blackberries and chocolate. Taste: Medium bodied, dry, with low acidity and tame tannins. Silky with a medium finish. Summary: As expected at this price point this wine is not overly complex but it has very good Carmenere fruit flavor along with an interesting nose. It’s tasty, low priced and ready to drink now. No wonder Concha y Toro is growing like weeds. Product of Chile’s Central Valley.

Milton Artur Ruiz

Que o mercado americano é o sonho de todos os exportadores, desde matérias primas - commodities- até produtos manufaturados isto é do conhecimento de todos. Em relação a vinhos de qualidade o mercado americano também é o alvo principal de todas as vinícolas do mundo.

Abaixo apresento dados de um vinho postado no melhor site chileno de vinhos e que aborda os vinhos para o mercado americano.

Anexo este para que pensem se vale a apena enfrentar os preços do Rio e de S. Paulo em especial.

 Meli 2010 Carignan

September 27, 2011

Meli 2010 Carignan

Price: Around $15

Rating: ★★★½☆

Color: Deep red

Nose: Black cherries, plums, leather and earth

Taste: Medium bodied with mild tannins.  Inky and jammy at the same time with a smooth medium finish.

Summary: If you like earthy flavors that taste like they come from ancient vines, this wine is right up your alley.  93% Carignan and 7% Cabernet Sauvignon makes this an interesting blend.  An ideal accompanyment to hearty meat based dishes and stews.  This wine benefits greatly from an extended period of aeration of at least an hour.

Product of Chile’s Maule Valley.

Alguém já experimentou?

Milton Artur Ruiz

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